Apenas um olhar sobre Parada de Gonta. Uma visão da realidade de ontem, de hoje, de sempre. A Aldeia que foi musa do Poeta, dos Poetas, Tomás Ribeiro, Branca de Gonta Colaço, Rodrigo de Melo...e berço de muitos artistas!
Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006
E, por fim, TONDELA!

Não podíamos terminar esta sequencia sobre «Parada de Gonta pelo País, Pelo Mundo», sem trazer aqui a cidade de Tondela, sede de Concelho, muito querida para o Poeta Tomás Ribeiro, de cuja Câmara foi digníssimo Presidente.




Tondela tem, como não podia deixar de ser, várias referências visíveis a Tomás Ribeiro e, também, a sua filha Branca de Gonta Colaço:

- O Colégio Tomás Ribeiro que antecedeu as Escolas EB2,3 e Secundária de Tondela, onde actualmente se encontra instalada a Escola Profissional;

- O edifício da Biblioteca Municipal com o seu nome;

- A rua principal, com o seu nome, que atravessa o centro da cidade.



Incluímos, aqui, um texto sobre a biografia de Tomás Ribeiro, que nos foi enviado por um Amigo (segundavida) através de um comentário a um «post» que colocámos. Aproveitamos para lhe agradecer publicamente as visitas que nos faz e o contributo magnífico.

«Tomás António Ribeiro Ferreira nasceu em Parada de Gonta, na Beira Alta. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu advocacia durante algum tempo, cedo enveredando pela carreira política, que desenvolveu a par da sua carreira literária. Foi Deputado, Par do Reino, Ministro de Estado, Ministro da Marinha e das Obras Públicas, Governador dos Distritos de Braga e do Porto depois de, em 1860, ter sido nomeado Presidente da Câmara Municipal de Tondela . Foi Presidente da Classe de Letras da Real Academia das Ciências de Lisboa. Exerceu o cargo de secretário-geral do governo da Índia. A sua estada naquela colónia inspirou-o para escrever a peça dramática A Indiana e vários poemas coligidos no volume Vésperas, poemas que reflectem um certo gosto pelo exotismo, ainda ao jeito romântico. Dessa estada no Oriente resultaram também dois volumes de narrativas de viagem, intitulados Jornadas.

Tomás Ribeiro viria a ser projectado para a ribalta literária depois de publicado o poema de grande folego D. Jaime (1862), prefaciado elogiosamente por Castilho (que considerava o jovem autor superior a Luís de Camões), uma das peças polémicas que deram origem à famosa “Questão Coimbrã” . Amigo de Camilo Castelo Branco, que visitou em S. Miguel de Ceide, prefaciou alguns dos livros do romancista, dedicou-lhe Dissonâncias e auxiliou-o na doença, recebendo o autor de Amor de Perdição na sua quinta de Carnaxide. Naquela localidade foi um dos maiores incentivadores do culto de Nossa Senhora da Rocha, tendo estimulado a construção do santuário e de várias outras obras de benefício para a população. Produziu ensaios históricos, como a História da Legilação Liberal Portuguesa e Empréstimo de D. Miguel. Em teatro publicou ainda A Delfina do Mal, representado no teatro de D. Maria. Contam-se entre os seus livros de poesia Sons que Passam (que inclui o poema “A Judia”, muito celebrado nos salões sociais da época), e Dissonâncias. Centro de Documentação de Autores Portugueses. Com este currículo, tem que ser recordado em muitas avenidas e ruas de Portugal.»

 



publicado por paradadegonta às 23:59
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13 comentários:
De Arte por um Canudo a 20 de Novembro de 2006 às 14:29
Ficou aqui registada neste blogue passagens interessantes de Tomás Ribeiro.Para alguns desconhecidas e para outros a lembrança de um poeta paradense que amou sua terra e tudo fez para que ela ficasse conhecida aos olhos de todos. Foi um ciclo sobre Tomás Ribeiro muito útil e quem sabe se poderá servir a alguém que queira aprofundar e divulgar mais este poeta paradense.Um abraço ao autor destas passagens.


De Jofre Alves a 21 de Novembro de 2006 às 04:55
Dois anos em termos de Internet é, na realidade, muito tempo, e se a isso acrescentarmos a noção de qualidade, depressa chegamos à conclusão que foi excelente o trilho traçado. Parabéns, e a esperança eivada de certeza num terceiro aniversário.


De pestinha_girl a 21 de Novembro de 2006 às 13:27
Tentei comentar no de cima mas n deu, eu sei o kanto e bom comemorar dois anos k venham muitos mais beijinhos e boa semana


De pestinha_girl a 24 de Novembro de 2006 às 15:10
DESCREVE-ME

*Descreve-me numa só palavra. **(Apenas uma)

Este é um desafio k faço a todos os amigos para mais pormenores vai ao Incertos Momentos... Beijinho


De lina a 28 de Novembro de 2006 às 00:36
Ola Amigo, achou que a missao estava cumprida nao foi? Muito bom foi o seu trabalho, feito com muito emprenho, carinho e todo o amor a uma terra natal.
Desejo muitas felicidaes, saude e bem estar.
A leitora (nao tanto assidua como queria) que nunca o esquecia. Volte quando sentir necessidade, ca o espero.
Um grande abraço e beijinho*


De primos_fire-x- a 17 de Dezembro de 2006 às 21:30
É incrível como Parada é tão conhecida em alguns cantos do mundo, inacreditável mesmo... Graças ao nosso inesquecível poeta Thomaz Ribeiro, fomos, somos e seremos sempre uma terra cheia de surpresas, fama, dignidade e uma terra com muito poder!!!

Abraços de:

Dennis Amaral


De Azoriana a 17 de Dezembro de 2006 às 21:35
Volta! Sinto falta da geminação Parada de Gonta & Serreta.
Um abraço


De Azoriana a 17 de Dezembro de 2006 às 21:37
Volta! Sinto falta da geminação Parada de Gonta & Serreta.
Um abraço


De Azoriana a 17 de Dezembro de 2006 às 21:39
Volta! Sinto falta da geminação Parada de Gonta & Serreta.
Um abraço


De Arte por um Canudo a 23 de Dezembro de 2006 às 23:28
Votos de um FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO.Abraço


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