Apenas um olhar sobre Parada de Gonta. Uma visão da realidade de ontem, de hoje, de sempre. A Aldeia que foi musa do Poeta, dos Poetas, Tomás Ribeiro, Branca de Gonta Colaço, Rodrigo de Melo...e berço de muitos artistas!
Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2004
NATAL Feliz e um NOVO ANO Pleno de Felicidades!

presepios de parada de gonta.jpg


Para todos os que passarem por aqui, especialmente nesta quadra Natalícia, Parada de Gonta envolve-vos com um Forte Abraço de Amizade deixando nele os Desejos Profundos de Um Santo e Feliz Natal e um Ano de 2005 cheio de Esperança, Amor, Saúde e muita Solidariedade com todos aqueles que, por uma razão ou por outra, ainda não conseguiram vislumbrar a Luz  dos verdadadeiros Valores da Vida!



publicado por paradadegonta às 17:23
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Domingo, 12 de Dezembro de 2004
Debruçada na Estrela!

torre igreja. neve na serra da estrela. dez.2004.jpg

Ladeada pelas serras do Caramulo e Estrela, em Parada de Gonta é vasto o panorama e deliciosa a perspectiva. Em pleno Dezembro, o cenário oferecido ao longe pela imponente Serra da Estrela é de facto fantástico. A neve abunda e contrasta com o azul celeste!

av.do emigrante.av.eng.correia sa.cruzam com rua ns conceicao e rua branca gonta colaco.jpg



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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2004
CAPELA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO – 1738

capela ns conceicao.jpg

Nossa Senhora da Conceição – Padroeira de Portugal, é também muito venerada em Parada de Gonta, onde possui uma Capela edificada nos meados do século XVIII. Está situada no centro da Aldeia e foi edificada antes mesmo de Parada de Gonta ser sede de Freguesia. A capela foi construída sobre uma laje granítica. Possui apenas um altar, decorado em talha dourada de rara beleza. A imagem da Nossa Senhora que inicialmente ali foi colocada, era de pedra, com um metro de altura. Foi feita em Coimbra, por volta do ano 1500. A imagem tendo o Menino Jesus nos braços, não terá sido feita para representar o mistério da Conceição, mas foi assim chamada arbitrariamente pelo povo. As imagens da Nossa Senhora da Conceição, não têm (nem podiam ter porque ainda não existia humanado), o Menino Jesus, mas estão com as mãos postas, calcando a serpente (o diabo) e servindo-lhe o mundo de peanha. Talvez por isso, essa imagem está hoje na Igreja Paroquial, sendo a imagem da Capela uma outra, esta sim cumprindo as características da verdadeira imagem da Nossa Senhora da  Conceição.

              procissao.jpg procissao nas ruas da aldeia.jpg         Nota: Hoje, dia 08 de Dezembro de 2004, cumpre-se uma data importante para a recuperação desta Capela. Devido ao adiantado estado de degradação, a Fábrica da Igreja entendeu lançar uma campanha para a sua reconstrução. Foram feitas algumas obras, nomeadamente no telhado, nas paredes interiores e exteriores e uma Casa de Banho. Faltava agora recuperar o interior artístico: o altar e toda a pintura necessária da sua decoração dourada. Para o efeito, seriam necessários alguns milhares de Euros, que não seria fácil conseguir sem a ajuda Governamental. Ela chegou pela mão do Senhor Secretário de Estado da Administração Local, Dr. José Cesário, por solicitação da Fábrica da Igreja e Junta de Freguesia, através do forte e decisivo apoio da Câmara Municipal de Tondela. Às 11:00 H, na sede da Junta de Freguesia, foi assinado o protocolo de apoio financeiro no valor de 24.234 €. Assim, em breve, com a colaboração sempre generosa da população e de outras Entidades, vamos ver a Capela de Nossa Senhora da Conceição, com a dignidade que merece!


capela ns conceicao antes da intervencao.jpgcapela ns conceicao depois da intervencao.jpg



publicado por paradadegonta às 22:53
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Domingo, 5 de Dezembro de 2004
Tomás Ribeiro. Vida e Obra!

tribeiro.jpg t ribeiro.jpg

 

Representante categorizado da segunda geração ultra-romantica, para muitos o principal agente da dissolução do ultra-romantismo, Tomás António Ribeiro Ferreira, nasceu em Parada de Gonta a 1 de Julho de 1831. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, de onde sai em 1855 deixando à entrada do “Penedo da Saudade” um poema de despedida que ainda hoje ali se encontra, numa das muitas rochas:

«Não vê a Terra allumiada

Dos astros do firmamento,

Quem leva a mente abrasada

Nas chamas dum pensamento.

 

Dormia inteira a cidade,

Ao Penedo da Saudade

Levou-me o destino meu;

Tudo era melancholia,

Vall!!!-perfumes!-harmonia!

Aves, flores, prado e Céu.

 

Olhei esse Éden para mim perdido,

Jardim florido de saudade e amor!...

Era a shaida do paiz do encanto!!

Não tive pranto, que afogasse a dor!!

 

Em cada roble que povoa o monte,

Na flor, na fonte, ao luar, no Céu,

Reli as folhas de truncada história,

Triste memória do que já foi meu.

 

Adeus ó templo de perennes prantos,

Que tens por cantos lacrimosos ais,

Vim tantas vezes suspirar contigo!...

Ai vall’amigo!-para nunca mais!»

Autor de várias obras literárias das quais se destaca o D. Jaime, publicado em 1862 e inspirado nas rivalidades entre Portugal e Espanha. Há quem o considere como o Poeta lírico mais representativo da dissolução da corrente que vinha desde o Trovador e iria findar com a questão Coimbrã, no plano doutrinário, e com a poesia de João de Deus, no plano lírico. Embora tivesse chegado a ser visto como um poeta «realista», discípulo de Baudelaire, o certo é que Tomás Ribeiro, nada deve ao mestre das Flores do Mal e nada tem a ver com os precursores da Escola Nova. Além do D. Jaime, publica ainda, entre outras, as seguintes obras:

- A Delfina do Mal (poesia) 1868

- Sons que Passam (poesia) 1868

- A Indiana (entreacto em verso) 1873

Tomás Ribeiro ocupou vários cargos públicos de relevo:

- Presidente da Câmara Municipal de Tondela

- Deputado

- Governador Civil do Porto e Bragança

- Secretário Geral do Estado da Índia

- Ministro de várias pastas (Obras Públicas, Industria, Comercio, do Reino, Marinha…)

- Vice-Presidente da Academia das Ciências

- Presidente da Junta do Crédito Público

- Par do reino

-...

O jornalismo também fez parte da sua vida. Colaborou na Gazeta de Portugal, Gazeta Comercial, Artes e Letras, Brasil-Portugal, entre outros. Com Luciano Cordeiro e outros, fundou em 1885, o semanário político Republicas, do qual foi Director Político e Camilo Castelo Branco Director Literário. Lançou ainda os diários O Imparcial e Opinião. 

republicas.jpg

Parada de Gonta inspirou-lhe lindos Poemas e Tomás Ribeiro sempre que podia, passava pela «Aldeia Formosa», saciando as saudades e ganhando novas energias para servir a sua Pátria que também cantou em muitas das suas obras:

«…Meu Portugal meu berço de inocente,

Lisa estrada que andei débil infante,

Variado jardim do adolescente,

Meu laranjal em flor sempre odorante,

Minha tarde de amor, meu dia ardente,

Minha noite de estrelas rutilante,

Meu vergado pomar de um rico Outono

Sê meu berço final no último sono!

(…)

Jardim da Europa à beira-mar plantado

De louros e de acácias olorosas,

De fontes e de Arroios serpeado,

Rasgado por torrentes alterosas,

Onde num cerro erguido e requeimado

Se casam em festões jasmins e rosas;

Balsa virente de eternal magia

Onde as aves gorjeiam noite e dia…»

Parada de Gonta sempre viveu no coração do Poeta. Foi o seu berço na vida e nas letras. Tomás Ribeiro tornou-a Freguesia em 29 de Maio de 1884; dotou-a de uma Escola Primária, dando-lhe o nome do então Primeiro-ministro Fontes Pereira de Melo; doou a casa onde nasceu para ser instalada uma Estação de Correios (que ainda hoje ali se localiza); conseguiu a Estação de Caminho de Ferro tendo Presidido à sua inauguração (1885) como Ministro das Obras Públicas; a Igreja Paroquial que inaugurou em 1894.

Tomás Ribeiro faleceu em Lisboa no dia 6 de Fevereiro de 1901.

No ano de 1981, num dos característicos Postais de Parada de Gonta escritos pela neta do Poeta, Dna Cristina de Gonta Colaço no Jornal Folha de Tondela (n.279), refere que havia encontrado em Parada de Gonta, na casa de família e nos “papéis” que arrumava, um envelope contendo os seguintes dizeres:

«No dia 13 de Agosto de 1907, foram exhumados do modesto coval do Cemitério dos Prazeres os ossos do meu saudoso páe. Assisti eu, o Jorge e o meu tio Francisco Calvente. A pequena urna ficou depositada no jazigo d’este último, tendo aparafusada uma chapa com o número 25.141. D’ali seguirá para Parada de Gonta, conforme era desejo do grande poeta Thomaz Ribeiro, de quem eu sou filha saudosíssima. Branca de Gonta Colaço».

Em 1982, comemorando o 150.º aniversário do nascimento do Poeta, Parada de Gonta prestou-lhe a merecida homenagem, efectuando-se a transladação dos seus restos mortais para um jazigo, que então foi construído, no Cemitério da sua «Fresca Aldeia Formosa».

PJ - 30.01.72

FT - 11.11.81

TR - D.Jaime

 

 



publicado por paradadegonta às 21:41
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