Apenas um olhar sobre Parada de Gonta. Uma visão da realidade de ontem, de hoje, de sempre. A Aldeia que foi musa do Poeta, dos Poetas, Tomás Ribeiro, Branca de Gonta Colaço, Rodrigo de Melo...e berço de muitos artistas!
Sábado, 29 de Janeiro de 2005
PARADA de GONTA = &= SERRETA
</head>






Na continuidade
deste trabalho, não podemos deixar de referenciar aqui uma
circunstancia, feliz, proveniente do uso permitido pela
tecnologia e consentida pelas novas pedagogias do conhecimento (assaz ainda pouco
exploradas): uma relação de amizade entre duas localidades baseada em
escritos, imagens, mensagens ocasionais, que ora se permitem trocar entre
seres de todo o mundo, ao alcance de um simples CLIC.


Neste espaço
que mais não visa que abrir ao mundo inteiro o lugar que amamos (este porque
é nosso berço, como outros amarão o seu), criou já uma série de amigos (as)
por esse mundo fora (alguns comentando no próprio, outros enviando mensagens
via e-mail), tal é o poder e a facilidade de hoje nos podermos comunicar.


referências várias a Parada de
Gonta ao alcance desse tal clic. Uma delas num
outro blog, no qual o autor também colabora, Grupo do Tacho (espaço de convívio
entre paradenses e aberto a quantos queiram entrar
na festa). Foi aqui que se começaram a desenhar algumas amizades entre os que
circulam e deixam, desinteressadamente, o seu sentir nos comentários abertos.
E aí se desenhou um desafio entre dois viajantes cibernautas alicerçando o
gosto por conhecer um pouco mais das suas Terras de origem: Parada de Gonta e
Serreta. O diálogo tem fluido entre azoriana e paradadegonta e
aqui fica um pouco da apreciação que cada qual faz desta relação que se criou
e que ambos entenderam irmanar designando-a de “geminação bloguista “. Só falta oficializar
esta relação com a ida de uma delegação aos Açores e a consequente vinda ao
Continente (a ordem é arbitrária). Pensamos que seria perfeito e inédito,
lançar uma geminação entre localidades através da net
e consolidá-la (oficializar) na realidade.Começámos por enviar um CD de músicas de um Grupo de Parada de Gonta: ROMARIA Cantando a Terra e as Gentes (a surpresa que quisemos fazer)!


Para já fica a
nota e o desafio!



 


De Parada de Gonta:



Embora sem conhecermos

O rosto de outros iguais

Parece importante termos

Atitudes cordiais.



E mesmo assim não tendo

O que pela vista se atinge

Vamos, no entanto, lendo

O que o coração não finge.



Queremos saudar os Açores

E a Serreta também,

Azoriana e seus Amores

Como Poetisa e Mãe.



E agora para acabar,

Por momento,este improviso

Deixo a surpresa no ar,

Para breve e um sorriso!



Parada de Gonta23.01.2005



Da Serreta/Angra do Heroísmo:



Eis que a 1.ª surpresa

Já me veio encantar,

Improviso
em
beleza

me apetece cantar!



A Azoriana agradece

Elogios inesperados,

No seu rosto aparece

Sorrisos entusiasmados!



Mesmo sem conhecermos

Os rostos em tom real,

Bons serão estes termos

Em resposta cordial.



Parada de Gonta anuncia

Para breve meu sorriso!?

A Serreta bem que aprecia

Esse seu belo improviso!



Azoriana24-01-2005



De Parada de Gonta:



Parada de Gonta Formosa

Cantando a Terra e a Gente

Manda um abraço à
Rosa

Numa prenda carinhosa

Que nasceu de uma semente



Um Amor muito sentido

Da Aldeia que nos deu luz

Quisemos deixar no ouvido

O que temos de mais querido

Sons que a Alma produz



ROMARIA, nome de festa

Cantamos a Terra e a Gentes

Numa alegria que atesta

Poemas de vida modesta

Para ti que também sentes



E a Amizade assim vivida

Nesta partilha fraterna

Alimenta a nossa vida

Numa aliança eterna!




Parada de Gonta
25.01.2005




Serreta


Parada de Gonta




publicado por paradadegonta às 18:41
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Sábado, 22 de Janeiro de 2005
SOLARES E BRASÕES. A Nobreza de Parada de Gonta!

Embora sem grande profundidade e os conhecimentos, que seria desejável possuir, sobre os brasões e sua relação com as famílias nobres que representam, não quisemos deixar de trazer aqui a imagem que a história nos deixou no que se refere aos traços arquitectónicos e  familiares dos ilustres que quiseram ajudar a construir esta “Aldeia Formosa”.   


ESPERAMOS E APELAMOS AQUI, AO CONTRIBUTO DOS QUE NOS VISITAM NESTE  blog, PARA QUE ESCREVAM ALGO QUE SAIBAM SOBRE A CARACTERIZAÇÃO DE CADA UM DOS BRASÕES E RESPECTIVAS FAMÍLIAS </strong>!</strong></strong>


vista do Largo do Terreiro e solares visconde britiande e Tomas Ribeiro de Melo.jpg



Ao consultarmos o dicionário “Portugal Antigo e Moderno” de Pinho Leal, deparamos com a seguinte descrição: « …É Parada de  Gonta, uma povoação nobre, rica e bonita e, desde séculos, habitada por famílias ilustres, o que se prova pelos brasões de armas que adornam as fachadas dos prédios, alguns deles com oratórios ou capelas particulares. Ainda em 1830 havia neste lugar quatro missas diárias.Entre várias casas respeitáveis, se distinguem as dos srs. Pinho da Gama Bandeira – Almeida de Loureiro Castello Branco – Correia de Almeida e Vasconcellos – Baroneza de Palma – Souzas Melos, da Casa do Figueiral no Outeiro Real (…). Ufana-se esta aldeia em ser pátria do sr. Thomáz António Ribeiro Ferreira (vulgarmente Thomaz Ribeiro), que nasceu no 1.º dia de Julho de 1831. É filho dos srs. João Emílio Ribeiro Ferreira e D.Maria Amália d’Albuquerque (…). Os ascendentes paternos dos sr.Thomaz Ribeiro, são oriundos de Trancoso, e usaram dos apellidos Ribeiro Saraiva.


Brasao Solar Tomas  Ribeiro na Quinta da Fonte Figueira.jpg Solar Tomas Ribeiro na Quinta da Fonte da Figueira.jpg

Brasão e Solar da Família Tomás Ribeiro. Foi vendido por seu neto, Tomás Colaço, em 1938, a Antonio Santana sendo mais tarde, por herança, da família Neri. Hoje é sede da ASSODREC uma colectividade de caracter social.


  Solar Tomas Ribeiro de Melo.jpg Brasao do solar Tomas Ribeiro de Melo.jpg

Solar e Brasão da Familia Tomás Ribeiro de Melo. Mantém-se ainda hoje, na descendencia da mesma familia.


Brasao Solar Visconde Britiande.jpg   Solar dos Viscondes de  Britiande.jpg

Brasão e Solar da Familia do Visconde de Britiande. Foi vendido pelo neto Vasco Osório Teixeira de Magalhães, em 1972, a José Pereira Almeida.


Capela Santo Antonio anexa ao solar do Visconde de Britiande.jpg      Brasao colocado na Capela Santo Antonio anexa ao solar dos Viscondes de Britiande.jpg

Capela de Santo António fazendo parte do Solar do Visconde de Britiande.Possui um Brasão colocado por cima da janela da entrada principal.

</strong>DEIXE-NOS O SEU CONTRIBUTO
NA DESCRIÇÃO DAS PEDRAS DE ARMAS!
</strong>
</head>






1 CONTRIBUTO: para analisar
e enriquecer!

Os ascendentes paternos de
Tomás Ribeiro, oriundos de Trancoso, usavam apelido Ribeiro Saraiva.

Ribeiro é
apelido nobre em
Portugal. Villas-Boas

dá-lhe origem em Martins
Pães
Ribeiro

e sua irmã (a bela Ribeirinha – D. Maria Pães Ribeiro), filhos de  D.Payo Moniz, próximo do Rei D.Sancho I. Esta nobre família era da Lourinhã.

A família Saraivas de Trancoso,tinha também nobre linhagem, cuja origem é
a vila de Saraiva, na Biscaia (Espanha). O apelido chegou a Portugal no
reinado de D.João I, na pessoa de D.Vicente Fernandes Saraiva e D. Antão
Saraiva
, que acompanharam sua irmã, dama da Rainha D.Leonor, filha de D.Fernando I, de Aragão  que casou com o príncipe D. Duarte, filho do Rei D.João I.

Os Saraivas trazem por armas, escudo dividido em faixa sendo a 1.ª
de veiros de prata e azul e a 2.ª de água.Orla de púrpura
aparecendo as pontas de uma cruz, de ouro, floreada. Elmo de prata, cerrado.Timbre meio peixe serra,
da sua própria cor, com a serra de prata. Esta armas
deu D. Pedro (o Cru,) de Castela, a
um biscainho da vila de Saraiva, por ter tomado duas naus Francesas, com
apenas uma, na qualidade de capitão da mesma, pelo ano 1360.


LEAL, Pinho – Portugal
Antigo e Moderno
 


 Bom seria que outros contributos chegassem!



 





</html>


publicado por paradadegonta às 03:36
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Sábado, 15 de Janeiro de 2005
OS SIMBOLOS OFICIAIS DA FREGUESIA!

brasao da freguesia de parada de gonta.jpg


Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República III Série de 02/06/2003


estandarte de parada de gonta.jpg              bandeira de  parada de gonta.jpg       Armas - Escudo de ouro, dois cachos de uvas de púrpura, folhados de verde e alinhados em faixa; em chefe, um livro aberto de prata, encadernado de azul, carregado de uma pena de vermelho, realçada de ouro, posta em banda; em campanha, torre de negro, aberta e iluminada de prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ PARADA DE GONTA “.



publicado por paradadegonta às 19:02
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005
IGREJA PAROQUIAL. REFERÊNCIA IMPONENTE COM 110 ANOS!

vista geral de pg.  torre igreja ao fundo.jpg a torre da igreja como referencia imponente.jpg


Ao olhar Parada de Gonta encontramos, inevitavelmente, a Igreja, mais propriamente a sua imponente torre que se atravessa em cada linha do horizonte. O conhecimento da Freguesia passa obrigatoriamente pelo conhecimento da história da sua Igreja Paroquial, já que a sua construção coincidiu com a elevação de Parada de Gonta a Freguesia, no ano de 1884. Só dez anos depois foi inaugurada, juntamente com o Mercado Mensal, precisamente no dia 3 de Junho de 1894. O Jornal A FOLHA de 5 de Junho desse mesmo ano relata, com pormenor, toda a festa desse memorável domingo, da qual transcrevemos apenas o que respeita à Igreja Paroquial.


torre igreja vista do chafariz.jpgigreja paroquial pg.jpg


«A nova egreja de Parada é elegantíssima. Fica n’um dos pontos mais elevados da aldeia e perfeitamente desafogada. Sobe-se para o Adro por dois lanços de escadas de pedra, construídos com largueza. Em cima há um grande espaço de terreno, circundado já de pequenas pilastras de granito, que mais tarde hão-de sustentar o gradeamento de resguardo.


O templo foi construído em estylo ghótico e recebe luz por um enorme óculo sobre a porta principal e por seis altas janelas ogivaes, quatro abertas sobre o corpo da egreja, e duas sobre o altar-mor.


Além da entrada principal, há outra lateral voltada ao nascente, a do coro e as da casa da fábrica e sacristia. Estas duas dependências são amplas.

Todo o trabalho de cantaria e carpintaria está muito bem acabado.

A torre, que se avista de vários pontos e a grande distância, é encantadora.

O granito e materiais empregados são todos da localidade.


Interiormente o templo é d’uma grande singeleza.A capela-mor é espaçosa. Ao lado direito há um outro altar. Ambos elles e o púlpito são de gosto inteiramente novo. Não são doirados, mas invernizados. Tem coro e tem guarda-vento. Nossa Senhora da Conceição é o orago.


Com um subsídio de Bulla da Cruzada e mercê de donativos importantes de pessoas affeiçoadas ao Sr. Thomaz Ribeiro, a nova egreja tem algumas alfaias, entre ellas uma custódia, vaso de sacrário, cálix e galhetas, tudo de prata, tocheiros, sacras cruzes, etc. As imagens querem adquiri-las com o produto da Kermesse. Por agora vão-se utilisando com as da capella particular que servia de matriz.

Os sinos foram igualmente offerecidos por duas pessoas amigas do illustre poeta.


Como já dissemos, a egreja está perfeitamente desafogada e está n’uma eminência. A esplanada, que lhe fica em torno, vae ser ajardinada, e perto da egreja será construída a residência parochial. O jardim fica pertencendo à freguezia que n’elle terá ingresso.

Contíguo é o vasto largo destinado ao mercado mensal.
O projecto foi do engenheiro senhor Lima e Cunha e do architecto Blanc, distincto autor do projecto do palácio da Industria, que há plano de levantar na Avenida de Lisboa.


Era director das obras publicas de Vizeu o sr. António Casimiro de Figueiredo quando se abriram os alicerces; veio depois Alexandre da Conceição, que sem despresar as primitivas linhas architectónicas, ampliou o projecto, que foi executado conscienciosamente pelo apparelhador José Maria da Fonseca.(…) O senhor comendador Recaldes Rodrigues Trigueiros, deu para a construção do templo um grande contingente de actividade e d’exforços. Amigo particular do sr. Thomaz Ribeiro, considera como suas as coisas que a elle interessam e a ellas se dedica com extraordinária boa vontade. Aproveitamos o ensejo para agradecermos a sua exª as informações que teve a amabillidade de fornecer-nos.»


Imagem azulejos jorge colaco, escadas de entrada igreja pg.jpg santa ana padroeira pg.jpg Imagem azulejos de jorge colaco, entrada da igreja pg.jpg

Foram assim os
«OS FESTEJOS (desse) DOMINGO
(...) Calor abafadiço. Calma insuportável. Um sol propulsivo, de verão, illuminando uma paysagem fresca, n' uma embriaguez de tonalidades quentes. Subito, um resfolegamento brusco, quebra a doce placidez do ar: é o comboio que pára, por entre a "chafra nafra" de centenas de cabeças que se agitam, voz em grita, na amorosa expansibilidade d' uma festa. É o indígena que deseja assistir à chegada dos romeiros.

Por entre o recorte dos pinheiros e azinhos, além, fronteiros à estrada, ferem-nos a illusão sensurial, conjunctamente oom o aroma turgido das seivas -rumores festivos de povoado em festa. Ao chouto ordinario de duas azémulas lanzudas, que a custo tiram um "calhambeque" prehistorico, lá vamos nós, estrada fora, caminho de Parada. Eis-nos em pleno centro da movimentação, na alegria ruidosa da mais genuína, mais empolgante de toda a população beiroa.

Aqui e ali, magotes de povo estendem na relva a alva toalha das merendas, n' um recato de bem-estar consolador. Debaixo da ramagem umbrosa dos castanheiros, acantonam os clássicos “espiritos-santos" das romarias populares. São os velhos carros da lavoura, em cima o anachronico pipo de vinho, em volta a reunião dos antigos adoradores, na sofreguidão devoradora d' um appetite insatisfeito.

N' um bello largo, guarnecido de arvores frondosas, fica o mercado mensal, defrontando com a nova egreja, tudo devido à poderosa iniciativa do i Ilustre filho da terra, hoje uma gloria nacional, sr. conselheiro Thomaz Ribeiro. A egreja, d' um acabamento elegante e modemo, insinua-se por  uma gracil singeleza architectonica, sem arrebiques d' ornato, nem profusão de florilegios: mantém-se na linha graciosa e elegante da mais genuína construcção moderna.

 pulpito igreja pg.jpg altar.mor igreja pg.jpg altar sagrado coracao jesus igreja pg.jpg


Cerca das 10 horas da manhã teve logar a RECEPÇÃO EPISCOPAL.

Grande multidão de povo, acompanhado por alguns membros do clero, alta burguezia, funccionarios publicos, militarismo, enfim, todos convidados do gentilíssimo poeta Thomaz Ribeiro, foram esperar ao Genegal sua excellencia reverendíssima o bispo d,esta diocese, acompanhando-o depois, procissionalmente, até ao interior da nova egreja.

Foi deveras impressionante o que se seguiu.Todo o povo, sem distincção de classes nem de princípios, curvava-se reverente a beijar a mão do reverendo prelado.

Findo este acto religioso, deu-se começo à BENÇÃO DA EGREJA.O interior do novo templo, singelamente ornamentado com festões de flores e tuffos de glycinias, apresentava um aspecto “elancé" e graciosamente interessante, a que davam especial realce "toilettes" garridas das senhoras, n' uma ostentação de côres que maravilhava.
Chegámos a contar cerca de 80. O templo regorgitava de devotos, sendo para estranhar que com tanta aglomeração de gente não se suffocasse de calor, attendendo a que n' esse dia fazia uma calma insupportável. É que a nova egreja está collocada em magnificas condições de ventilação.

A deficiencia de pregador, que motivos supervenientes impediram de comparecer, foi prehenchida superiormente por uma allucoção soberba, pronunciada pelo distinctissimo prelado viziense. Em termos curtos, com uma precisão extrema de linguagem e de vocábulos, notando-se-Ihe aquella preocupação de phrase que o caracterisa e que o tornam um orador apreciável, o bispo de Vizeu conseguiu prender pela sua palavra vibrante e sonorosa, o numeroso auditório que o cercava.
</p>

À cerimonia da benção presidiu sua excellencia reverendíssima, paramentado de pontificial e acolytado pelo vigario geral sr. Antonio Augusto Rodrigues e seu secretario cónego Mattos observando a Iythurgia segundo o pontifical romano. Depois, seguiu-se a transladação do Santíssimo Sacramento da antiga capella para a nova egreja, sendo levado pelo prelado.
Às varas do palio pegavam, revesando-se, os seguintes cavalheiros:

Luiz Peixoto d' Alarcão, Miguel de Almeida Loureiro Castel Branco, Fernando d' Almeida Loureiro Castel Branco, Manoel Correia de Moura Coutinho, Dr. Antonio de Lacerda, presidente da camara de Tondella, João Recaldes Rodrigues,... Dr. Francisco de Mello Lemos e Alvellos e Frederico Correa de Moura Coutinho. Terminada a cerimonia do culto externo, procedeu-se á missa inaugural, com assistência do prelado.


torre. fachada nascente.jpg entrada frontal igreja pg.jpg relogio torre igreja.pg.jpg 


Findo este acto religioso, abriu-se o pavilhão onde devia ter lugar a KERMESSE. Um elegante pavilhão, artisticamente decorado, terminando em pyramide conica e tendo a base em forma de plintho, servia de basar onde se vendiam e sorteavam as prendas.
As prendas... gentilissimas leitoras.
Um "spleenetico" obscuro, - o mais obscuro dos homens, por signal, - envia-Vos d' este logar, genialissimas Damas, o bravo mais enternecido, mais phrenetico, mais enthusiasta, mais eloquente, que labios humanos poderiam, ter pronunciado.
É que Vós captivaes com a Graça e com a Belleza, dôce dualidade santa. E quando estas duas qualidades se congraçam com o archanjo da Beneficencia, parece que a Vossa fronte refulge n' um clarão auroreal de Bemaventurança e Fé.
Senão, lá está o eminentíssimo poeta, esse grande génio cuja amabilidade nos captivou em extremo, - senão lá está o primoroso auctor do D. Jayme:


“As flores da alma que se alteiam bellas

Puras singellas, orvalhadas vivas

Teem mais aromas e são mais Formosas

Do que as pobres rosas

N' um jardim captivas”.


A "haute gomme" da elite dos convidados, - em trages garridos de verão, as senhoras, em aspecto solemne na gravidade das casacas pretas, os homens, - ostentava-se garridamente n' uma suavidade de tons que encantava.
N' aquela esthesia de Côres, oIhava-se: um arrabatamento. O produdo total das vendas foi de reis 120$00. O JANTAR correu animado por entre uma expansibilidade hilariante e jovial, ora esfusiando a gargalhada franca e estridulosa, ora arrebatando a sentimentalidade d' uma conversação fina e sedutora, como soe ser tudo o que brota da palavra vibrante e previlegiada do genial escriptor sr. conselheiro Thomaz Ribeiro. À noite “soireé” e recitação, dançando-se com todo o "entrain" até cerca das duas horas da madrugada. A falta de tempo e de espaço obriga-nos a terminar por aqui o "compte-rendu" d' uma festa que ficará eternamente gravada no coração dos paradenses, como symbolo immortal d' uma gloria que, por assim dizer, lhes tem vindo a servir de berço. Referimo-nos a Thomaz Ribeiro, incontestavelmente uma das nossas glorias nacionaes (...)».

 JF. 1894



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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2005
DÁDIVAS DA NATUREZA. As Cores da Vida!

locais bucolicos na aldeia.jpg as cores do outono.jpg cortica.jpg pinheiros erguidos ao ceu.jpg agradar a terra.jpg varejando azeitona.jpg o silencio do rio.jpg medronhos.jpg a natureza escondida.jpg


Pedra morena, entre árvores. A Igreja.


Alma beiroa a penetrar na gente.


-O céu é mais azul no ar transparente,


A estrada curva, entre pinhais branqueja.


 


A fonte. A escola. A paz de quem deseja


Ter na vida um destino de semente…


-Dia em que nos requeima o sol ardente


E um crepúsculo tépido nos beija.


 


A vinha. O rio. A ponte. A casa antiga.


O milho a ondear. Risos de rapariga.


Volúpias sepulcrais da lua cheia.


 


Rebanhos. Um silvado e um caminho.


O forno aceso, à espera do moinho.


A enxada. A terra. O sonho.                             


                             


                              - Oh minha Aldeia!


                                                             Tomás Ribeiro Colaço.


Igreja vista da leira.jpg a fonte - chafariz 1950.jpg escola 1973.jpg o centeio.jpg casa tradicional.jpg a broa no forno de lenha.jpg semeando na terra.jpg


P A R A D A  DE  G O N T A



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