Apenas um olhar sobre Parada de Gonta. Uma visão da realidade de ontem, de hoje, de sempre. A Aldeia que foi musa do Poeta, dos Poetas, Tomás Ribeiro, Branca de Gonta Colaço, Rodrigo de Melo...e berço de muitos artistas!
Terça-feira, 22 de Março de 2005
BRANCA DE GONTA COLAÇO, 1880-1945: Lembrando a Poetisa no Aniversário do seu Falecimento!

Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro Colaço, nasceu em 8 de Julho de 1880 e faleceu em 22 de Março de 1945. Filha do Poeta Tomás Ribeiro e de Ann Charlotte Syder, a Poetisa casou com Jorge Rey Colaço tendo nascido Tomás Ribeiro Colaço em 1899, Ana de Gonta Colaço em 1903 e Maria Cristina Raimunda de Gonta Colaço em 1905.

 

«…Poucos dias antes de falecer Branca de Gonta proibira suas filhas de jamais anunciarem o seu falecimento. Disse: “podem mandar celebrar as Missas, por minha alma, que quiserem e puderem, mas eu não quero que ninguém se incomode por minha causa”. Depois, pediu a Extrema-unção, que recebeu em plena consciência... e quatro dias depois descansou finalmente...» Maria de Gonta FT 01.08.1980


(Poema dedicado ao seu Pai-Tomás Ribeiro)




Vês tu, meu Pai o mundo em que brilhaste,


inda celebra a tua inspiração;


inda recorda os cantos que cantaste,


e rende culto à tua abnegação!


 


Foi tão profundo o amor com que exaltaste


esta Pátria da tua adoração,


que nunca mais vencido te apagaste


de seus filhos no grato coração!


 


Abençoado foi o teu talento


o esforço honrado; o límpido portento


do exemplo que legaste às gerações


 


para que os anos vão assim passando,


e sôbre eles o teu nome vá pairando


numa glória tão cheia de afeições!


                 Branca de Gonta Colaço in

                "ABENÇOADA A HORA EM QUE NASCI"



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Domingo, 20 de Março de 2005
...

cantos. e encantos pg cores da natureza.jpg


Ribeira, rio de encanto,


De Asnes, com tuas flores


Corre a água solta o canto,


Dança a encosta de mil cores.


 


Pedras soltas, mergulhadas,


Areias de água corrente,


Esculturas trabalhadas


Formas d’ alma transparente.


 


E a margem outrora limpa,


Com moinhos decorada,


Davam do milho a farinha


Para a broa tão desejada.


 


Os pássaros com alegria


Envolvidos na beleza,


Cantam linda melodia


Dança toda a natureza.


 


E a água lá vai, lá vai


Numa viagem bendita,


Num sussurro e num ai


Canta saudade infinita.


 


Contemplo o firmamento


Neste recanto do mundo,


Num assobio, o vento


Sopra mansinho, profundo.


 


É a alma da natureza


Neste retiro sagrado,


Obra de Deus, concerteza,


Um quadro tão bem pintado.


 


Uma vontade sentida


Nesta paisagem desponta,


Amar Deus, amar a vida,


Amar Parada de Gonta!


     CA.Março.05

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Domingo, 13 de Março de 2005
CASTRO DOS 3 RIOS. PATRIMÓNIO HISTORICO!

castro3rios. escavacoes.jpg

O Castro dos Três Rios situa-se numa área serrana envolvida pelos rios Pavia, Asnes e Ribeira de Sasse, num local a NE da Aldeia, chamado de “três rios”, porque ali perto se unem, precisamente, os três rios atrás referidos. Trata-se de um espólio que restou de povoações proto-históricas, muralhadas e normalmente situadas junto das linhas de água. Abandonado ao longo de muitos séculos e procurado por curiosos que dali levaram vários achados, foi objecto da atenção dos especialistas, através da iniciativa de uma Colectividade local. O resultado das escavações efectuadas tem sido positivo, dado que já foram encontradas várias habitações e diversos objectos: - casas redondas e rectangulares, vários fragmentos de cerâmica e de objectos de bronze, moedas romanas, mós manuais, etc. 

castro3rios.inscricao.jpg

Há também duas inscrições em granito, datadas do século I. L- MANLIVS D- F- TR- AEMILIA ALMVS PEINTICIS, uma outra CIRO TIVSCI TVREIVS. A primeira inscrição tem a seguinte tradução: “aos deuses Peinticis, Lúcio Manlio, filho de Décio (ou Décimo), da tribo Emília, cumpriu de bom grado o seu voto”. A segunda “Ciro, filho de Tiusci, Tureio”. Tratam-se de inscrições de elevada importância no contexto da epigrafia regional.

 Abreviando-se o prenome LUCIUS em L, é esta uma característica de outras inscrições romanas. O nome da família, MANLIUS surge, igualmente, noutras inscrições da Península. O que capta a atenção é a indicação do nome da tribo EMILIA. Não sendo vulgar encontrar, pensa-se que Lucius Manlius terá sido um indígena romanizado colocando o nome da tribo como motivo de orgulho. PEINTICIS era nome de divindade indígena a quem se consagravam. Nesta epígrafe há uma mistura entre o mundo romano e o mundo indígena. O romano está presente na onomástica e na fórmula de adoração, enquanto que o indígena está presente no teónimo. A segunda inscrição tendo apenas nomes, terá a ver com o cumprimento de uma promessa por intermédio de outra pessoa. Tureius cumpriu um voto feito por Cirus, filho de Tiusci. A primeira palavra lê-se Ciro, sendo este o ablativo de Cirus e, lendo-se desta maneira, tem-se uma leitura diferente de outros autores, nomeadamente de José Coelho, que leu Génio e de J. Unterman que leu Ceio.

Ambas as inscrições apresentam nome dos ofertantes em nominativo, levando a crer que se trate de uma época bastante alta, século I ou II da era de Cristo. Este Castro parece ser um caso de uma povoação que foi ocupada em três épocas sucessivas – Idade do Ferro, Época Romana e Idade Média, uma vez que foi encontrada uma sepultura escavada na rocha, característica da Idade Média.

castro3rios.resto de muralha.jpgcastro3rios. habitacoes.jpg

As escavações foram realizadas num terreno baldio da Junta de Freguesia de Parada de Gonta. O Grupo Cultural e Recreativo “Os Amigos de Parada de Gonta, tem orientado localmente as escavações que foram coordenadas por arqueólogos de Viseu, nomeadamente pelo Doutor João Inês Vaz. A Junta de Freguesia também apoiou a iniciativa bem como a própria Câmara Municipal de Tondela. Parte dos achados estão na posse da referida Associação (alguns expostos na sua sede – Largo da Fonte Velha) e do próprio arqueólogo.          O IPPAR – Instituto Português do Património Arqueológico, foi informado dos trabalhos e teve já alguns dos achados expostos nas suas instalações em Lisboa, o que demonstra a importância dos mesmos. É uma pena que nos últimos anos, não se tenham continuado os trabalhos de exploração técnica daquele monumento histórico.

Coelho, J–A inscrição latina da pedra escrita do castro dos três rios, O Instituto, v100, Coimbra, 1942, pp.576, 580. 
Encarnação, J.–Divindades indígenas sob o domínio romano em Portugal, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa 1975.
Vaz, J.I. – Roteiro arqueológico de Viseu, 1987, pp.23, 25 .
Revista Beira Alta, edição da Junta Distrital de Viseu, ano XXVI, n.º3, 1967



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Domingo, 6 de Março de 2005
Um "BEM HAJA" à Natureza!
as cores do ceu pg.jpg entrada pg.jpg

Bem hajas, ó luz do sol                         Bem hajas, água da fonte,
Dos órfãos gasalho e manto;                   Que não desprezas ninguém!
Imenso eterno farol                                 Bem haja a urze do monte,
Deste mar largo de pranto                      Que é lenha de quem não tem!


aboboras pg.jpglimao pg.jpgmarmelos pg.jpglaranja pg.jpg
medronho selvagem pg.jpgpessego pg.jpgflores da natureza pg.jpguvas pg.jpg 
Bem hajam rios e relvas,                        Bem haja o reino dos céus,
Paraíso dos pastores!                              Que aos pobres dá graça e luz!
Bem hajam aves das selvas,                   Bem haja o templo de Deus,
Música dos lavradores!                            Que tem Sacramento e Cruz!
 nas margens do pavia pg.jpg o rebanho pg.jpg  
Bem haja o cheiro da flor,                       Bem haja o repouso à cesta
Que alegra o lidar campestre;                  Do lavrador e da enxada,
E o regalo do pastor,                              E a madressilva modesta,
A negra amora silvestre.                         Que espreita à beira da estrada.

Tomás Ribeiro, D.Jayme, canto IV.


 Natureza em flor  pg.jpg penedo da moira pg.jpg terra cultivada pg.jpg


publicado por paradadegonta às 01:17
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