Apenas um olhar sobre Parada de Gonta. Uma visão da realidade de ontem, de hoje, de sempre. A Aldeia que foi musa do Poeta, dos Poetas, Tomás Ribeiro, Branca de Gonta Colaço, Rodrigo de Melo...e berço de muitos artistas!
Terça-feira, 31 de Outubro de 2006
LEMBRANDO...


                  



...OS QUE JÁ PARTIRAM !



publicado por paradadegonta às 22:57
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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006
(...6) Em SINES e...


«…A Praça Tomás Ribeiro, ponto de cruzamento das duas ruas, pode considerar-se o centro da Cidade. Era aí que se situavam as principais igrejas (como a primitiva igreja matriz), o pelourinho (hipótese) e a câmara municipal. Foi o local do primeiro mercado. Algumas casas envolventes mantêm a traça pombalina


Muitas localidades adoptaram o nome do Poeta Tomás Ribeiro numa das muitas ruas que possuem. Naturalmente sinal da sua importância para essa localidade e para o País.
Para além do que já colocámos nos "posts" anteriores, e após uma ligeira pesquisa que efectuámos, obtivemos um conjunto de ruas espalhadas por diversas regiões de Portugal, traduzindo a gratidão das suas gentes para com o Poeta, o Político e o Homem que foi Tomás Ribeiro. Algumas delas têm também o nome de sua filha Branca de Gonta Colaço . É o caso de Tondela e Lisboa, das que conseguimos descobrir.

Praça, Conselheiro Tomás Ribeiro,  Sintra

Rua, Tomás RibeiroTorre de Moncorvo

Rua, Tomás Ribeiro Matosinhos

Avenida, Tomás RibeiroLinda-a-Pastora - Queijas

Avenida, Tomás Ribeiro, Linda-a-Velha

Rua, Poeta Tomás RibeiroTondela

R.Tomas Ribeiro, Condeixa-a-Nova

Rua, Tomás Ribeiro, Praias do Sado – Setúbal

R.Tomás Ribeiro, Loulé

Rua, Tomás RibeiroLisboa

Rua, Branca de Gonta Colaço, Campo Grande

Rua, D.Branca de Gonta Colaço Tondela

 


Pensamos que muitos outros sinais de Parada de Gonta se encontram por todo o País, nomeadamente no que concerne à azulejaria de Jorge Colaço. É esta também, uma temática interessante que um dia aqui divulgaremos, pois o artista pincelou muitas localidades com a sua mestria e as suas cores!


publicado por paradadegonta às 20:01
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Sábado, 14 de Outubro de 2006
(...5) Em Carnaxide!
CARNAXIDE!
Ali, em OEIRAS - cheirinho a Lisboa, olhando o Tejo com sabor a mar!

O nome de Tomás Ribeiro (e assim de Parada de Gonta) também está ligado ao Concelho de Oeiras pois passou períodos da sua vida na Feitoria, junto da Torre de S. Julião da Barra, e em Carnaxide.Aqui veraneou vários anos e adquiriu, em 1882, a «Casa Branca» de que tanto gostava. Na «Casa Branca» recebeu El-Rei D. Luís e importantes figuras do mundo intelectual e politico daquela época. Relacionada com a Sr.ª da Rocha, Linda-a-Pastora e Linda-a-Velha, deixou-nos o poeta, no campo literário o «Mensageiro de Fez», poema cuja complicada acção se inspira na nossa História e se desenvolve em torno da «Senhora Aparecida» numa gruta do Jamor. Esta obra foi editada um ano antes da morte de Tomás Ribeiro mas a primeira parte, «A Rocha», tinha sido publicada anteriormente.

Escreve Tomás Ribeiro acerca da sua obra:
«A Rocha é a nota principal deste poema, vive entre os meus grandes amores. Esta devoção que se esconde aqui no fundo desta concha florida e esmaltada, na sua ermida singela e cariciosa, com a sua fonte cristalina, a sua gruta misteriosa, o seu rio murmúrio e transparente, o seu jardim que ajudei a cultivar, onde tanta vez passeei, longe do bulício das multidões, conversando com o jardineiro e as flores, sondando os segredos daquele monte guardado pela imagem da Virgem Mãe, longe de olhos que me não espreitassem rindo, levo eu no coração.

Esta devoção é por demais conhecida. Até já me chamaram… por divertimento – o Tomás da Aparecida. (…)

A ROCHA (poema que integra o “Mensageiro de Fez”) ofereci-a em separado à Senhora que ajudei a transportar da casa onde se hospedara – a Sé de Lisboa, para a sua ermida de Carnaxide.
Vontade tive de consagrar aquele opúsculo às – Filhas de Maria – à tão simpática associação das Senhoras de Lisboa, que têm já consagrado muitas devotas peregrinações à Senhora da Rocha; porém o poema de que o excerto faz parte, poema cujas cenas se passam nos tempos d’Aviz, está já oferecido e consagrado à nossa excelsa Rainha, a Senhora D. Amélia d’Orleans, a quem pelo muito que Portugal lhe deve – e eu mais que ninguém – pertencem de juro e herdade as máximas homenagens.
Há outro nome que não devo deixar esquecido: o do Senhor D. Luís I. A ele em grande parte foi devida a restituição da veneranda imagem, por isso a Irmandade manda celebrar missa por sua alma no dia 19 de Outubro de cada ano, aniversário da sua morte».


Agora entremos no templo da Senhora (Santuário de N.ª Senhora da Conceição da Rocha)

santuario s.da rocha.jpg

Como este sítio é bom e esta paisagem bela

como é bonita a ermida

tão nova e tão singela

em honra dela erguida!

A casa de Maria – a nossa mãe divina!

………………………………………..

Junto à ermida a fonte ampla, abundosa,

límpida, cristalina;

em torno, o seu jardim tela divina,

cheia de tanta sombra e tanta rosa!

 

Dir-se-ia que ao nascer e ao pôr do sol,

nesta amena solidão deliciosa

em cada brando arbusto e em cada flor

descanta um rouxinol

canções à Virgem Mãe na sombra deleitosa.

 

Abraçando o jardim corre o Jamor,

o rumoroso rio,

colar de per’las finas, e brilhantes,

coro às aves, no brando murmúrio.

De montante uma ponte ampla e formosa

seus braços descansando em dura penha,

a solidão contempla e ouve os segredos

das aves e do rio. Do outro lado…

vê-se e ouve-se… - Ó Deus! Sítio encantado!

a faiscante cascata duma azenha

entre uma densa moita de arvoredos.

 

Paraíso terrestre

de perenal idílio!

Arva dultia – digníssimos do mestre!

– da avena dos pastores de Virgílio! –


- Bibliografia:
Antologia Poética – Organização, prefácio e notas de José Valle Figueiredo – Edição da CMTondela, Maio 2001



publicado por paradadegonta às 23:51
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